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Crítica: Tron – O Legado

Se você nasceu nos anos 70 ou jogou a série Kingdom Hearts no bom e velho PlayStation 2 já deve ter ouvido falar de Tron – Uma Odisséia Eletrônica (Tron, 1982). O filme original, dirigido por Steven Lisberger, foi revolucionário na época por ter sido um dos primeiros a usar  computação gráfica em grande escala e, embora tenha sido um fracasso de público, tornou-se uma espécie de filme “cult” idolatrado por fãs de ficção científica.

Tron – O Legado (Tron – Legacy, 2010) se passa após alguns anos dos eventos do filme original e conta  a história de Sam Flynn (Garrett Hedlund), o filho de 27 anos de Kevin Flynn (Jeff Bridges), que pesquisa sobre o desaparecimento de seu pai e acaba sendo “abduzido” para o mesmo mundo virtual no qual Kevin vive há 25 anos. Ok, ok… é verdade que a história parece meio sem sentido e infantil para os nossos dias, mas é bom lembrar que é um filme Disney em 1982, quando o primeiro filme foi lançado, computadores e jogos eletrônicos eram novidades para a maioria das pessoas e a trama de ficção científica proposta por Tron fazia mais sentido.

Na verdade o que incomoda em Tron – O Legado não é a história que destoa com o século XXI, mas sim a forma superficial que ela é contada. Tudo é explicado demais, maniqueísta ao extremo, os excessos de clichês saltam a tela e os personagens são rasos e sem carisma, com exceção do Castor, interpretado de maneira brilhante por Michael Sheen. O diretor, Joseph Kosinski, poderia ter aprofundado mais a história nos instigando a tentar desvendar os mistérios pro trás do GRID (como é conhecido o mundo virtual), infelizmente não é o que acontece e tudo é mostrado de forma bem mastigada.

“Mas SessaoLotada, como vocês estão sendo irritantes com a crítica do filme, eu só queria assistir Tron por causa dos efeitos especiais e pela trilha sonora do Daft Punk, será que vou me decepcionar?”

Calma caro “User”, é partir do momento que Flynn (filho) entra no GRID que o  dinheiro que você gastou na bilheteria do cinema começa a valer a pena. O visual futurista é impressionante, as cenas no mundo virtual enchem os olhos e os games do GRID empolgam trazendo o visual futurista de um mundo sob a ditadura dos programas de computador. Gosta de videogame? Você terá explosões a la Geometry Wars, motos inspiradas (ou que inspiraram) Extreme-G e algumas cenas que remetem ao bom e velho Space Invaders.

A trilha sonora do filme merece um destaque a parte, ela foi inteiramente criada pelo Daft Punk e está SENSACIONAL! Compre a soundtrack do filme o quanto antes, você não vai se arrepender. A consagrada dupla francesa se superou e as músicas se encaixam com perfeição em cada cena ajudando (e muito!) na imersão no mundo proposto por Tron. Prevejo mais uma estatueta para Chrostopher Boyes, sound designer do filme.

Daft Punk

Tron – O Legado acerta na qualidade dos efeitos especiais e numa trilha sonora empolgante mas peca ao apresentar uma história bem superficial e fácil demais, com uma quantidade tão grande de clichês que vai deixar qualquer escritor de novela mexicana com inveja. No final das contas vale a pena assistir, principalmente se você gostar de ficção científica ou tiver assistido ao primeiro filme.

Trailer:


 

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Rede Social – você vai “curtir isso”

Por: Caio Baptista

Rede Social (The Social Network, 2010), baseado no livro Bilionários Por Acaso, conta a história por trás da criação da mais famosa rede social criada até hoje, o Facebook. A trama se passa em Harvard onde Mark Zuckerberg (Jesse Eisemberg), chutado por sua namorada, com a ajuda de seu amigo Eduardo Saverin (Andrew Garfield) criam um aplicativo com o objetivo de ranquear a beleza das garotas da universidade.

Após obter certa fama com a brincadeira, Zuckerberg é convidado por um grupo de estudantes para ajuda-los na criação de uma rede social exclusiva para os alunos de Harvard.  Contudo, o jovem de fala rápida se apropria de parte da ideia e aprimora o projeto criando o que ele batiza de “thefacebook”

Apesar de a primeira vista a história parecer boba e superficial, não se engane, Rede Social é muito mais do que apenas os bastidores da criação do que hoje conhecemos por Facebook. O filme retrata a complexidade das relações humanas, trazendo a tona as paixões, o jogo de interesse, a individualidade e a influência que uns exercem sobre os outros. Tudo isso imerso nas disputas, internas e judiciais, envolvendo uma das empresas mais valiosas do mundo.

O longa também mostra com primazia o perfil da chamada Geração Y, que sempre conectada xinga muito no twitter e nos blogs quebra os paradigmas impostos do “como/onde/o que ” fazer pra obter o sucesso. Aborda também questões como a falsa sensação de poder que a internet pode criar, além  falar do problema dos direitos autorais em tempos de um mundo virtual colaborativo. Depois de assitir dá até vontade de tirar da gaveta aquele projeto nerd de  verão!

 

Quanto ao elenco, merece destaque a impecável atuação de Jesse Eisenberg, no papel de  Zuckerberg,  que conseguiu transferir para a grande tela a excentricidade do criador do Facebook: seus tiques, a  fala atropelada, problemas de relacionamento com mulheres, e estranhezas em geral.

O diretor David Fincher finalmente volta ao nível alcançado em Clube da Luta (1999) e Seven (1995). A história é contada de forma não-linear sem cansar quem assiste, e olha que explicar a complexa trama não é tarefa fácil mas Fincher tirou isso de letra. Definitivamente fomos presenteados com um dos melhores filmes de 2010.

Então vá ao cinema mais próximo sem medo. Pode ter certeza que no final você também vai:

Trailer:

The Social Network
EUA , 2010 – 120 minutos -Drama

Direção: David Fincher

Roteiro: Aaron Sorkin, Ben Mezrich (livro)

Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, Rooney Mara, Max Minghella, Rashida Jones

 

 

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Game over: Jogos Mortais – O Final

Por: Caio Baptista

“Readers, I want to play a game… live or die? Make your choice!”

O primeiro filme da série Jogos Mortais (2004) pode ser considerado um excelente longa do gênero terror/suspense com a temática Serial Killer. Na época do lançamento foi um verdadeiro “tapa na cara” de Hollywood, quando James Wan e Leigh Whannell conseguiram colocar na grande tela uma história intrigante e uma produção de baixíssimo custo fazer sucesso de crítica e principalmente de público.

Porém com o sucesso  e a furia capitalista pra ganhar mais dinheiro sobre a série os joguinhos sádicos de Jigsaw ganharam continuações, infelizmente 7 filmes ao todo, e se tornaram tão clichês quanto camisetas do Che Guevara.

Jogos Mortais – O Final (Saw 3D) não foge a regra dos anteriores e despeja na tela o “mais do mesmo” de sempre. Desta vez a história (?) se passa em torno do escritor de auto-ajuda Bobby (Sean Patrick Flanery), vítima principal da trama, que ganhou fama e fortuna ao escrever um livro contando sua história de superação após ter sobrevivido a um dos jogos.

Paralelamente a isso o detetive Hoffman (Costas Mandylor) que continua a missão macábra de Jigsaw até o 6° filme,  agora também está assassinando pessoas que podem incriminá-lo.

Ai você pergunta: “Mas não tem nada de novo nesse filme em relação aos anteriores? ” Tem sim, o efeito 3D e só. E falando sobre essa tecnologia, ela é muito subaproveitada na trama, só aparecendo vez ou outra.

A verdade é que a fórmula de Jogos Mortais já estava esgotada desde o 2° filme.  As sequências, incluindo esta, só confirmaram isso. É o típico exemplo de filme que deveria ter ficado no 1° e pronto, figuraria no hall de bons longas do gênero. Infelizmente não foi o que aconteceu.

A notícia boa é que aparentemente a série finalmente chega ao fim (Thanks God!) e sinceramente esperamos que a produção não aperte mais uma vez o botão “continue” do jogo. Acredite, lamentavelmente ainda há espaço para mais episódios da série.

Vocês vão querer jogar mais uma vez leitores? Eu não.

Game Over!

 

Jogos Mortais – O Final (Saw 3D) – 90 min.

EUA – 2010
Gênero: Terror
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton, MarcusDunstan                                                                                                                                                                                    Com: Tobin Bell, Costas Mandylor, Betsy Russell, Sean Patrick Flanery, Cary Elwes

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Piranha 3D: desligue seu cérebro e relaxe

Por: Caio Baptista

No meu post de estréia no blog farei uma crítica ao remake e homenagem em terceira dimensão do clássico trash de 1978 de mesmo nome.

Piranha 3D tem apenas um propósito: diversão fácil e descomprometida.

Coloque na tela um grupo de jovens inconseqüentes festejando na beira de um lago; peitos em 3D; um diretor fazendo um filme pornô num barco; mais peitos em 3D; e uma policial tentando evitar, sem êxito obviamente, que os jovens sejam devorados por piranhas jurássicas liberadas no local devido a um acidente geológico. Pronto, já temos os ingredientes necessários para um filme superficial ao extremo, preocupado apenas em mostrar o que interessa por aqui: carnificina e um baile de sangue pra deixar Beatrix Kiddo (Kill Bill, 2003) com inveja dos peixinhos. É um genuíno filme exploitation.

E se o exploitation é o uso exagerado do apelativo de forma consciente, o diretor Alexandre Aja fez isso com primazia. Para os apreciadores deste gênero o filme sem dúvida é um prato cheio, você é fã de Planeta Terror, Machete, O Albergue? Então vá em frente, Piranha 3D foi feito pra você. Mortes de todas as formas e tipos, gritos desesperados, beijos lésbicos, nudez feminina, e até briga de algumas piranhas pelo pênis de um personagem (E você achava que já tinha visto de tudo no cinema hein? Bizarro é pouco). Ahhh, E TUDO ISSO EM 3D!

E falando no efeito 3D, considero que o trabalho foi até competente uma vez que o filme não foi gravado com a nova tecnologia mas convertido na pós-produção.

Bom, se história pouco importa em Piranha 3D, o elenco menos ainda afinal as protagonistas são as piranhas (tanto os peixes quanto aquelas de silicone e pouca roupa). É aquela história, filme B elenco igualmente B. Só quero destacar a aparição de Christopher Lloyd, o Dr. Emmet Brown da Trilogia De Volta para o Futuro.

Então entre no cinema, desligue o cérebro e prepare-se para a diversão trash e assumidamente picareta.

Trailer:

Piranha 3D (Piranha 3D) – 88 min

EUA – 2010
Gênero: Terror
Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Pete Goldfinger, Josh Stolberg
Com: Richard Dreyfuss, Ving Rhames, Elisabeth Shue, Christopher Lloyd, Eli Roth, Jerry O’Connell, Steven R. McQueen

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So many movies, so little time…

Tempo é curto, mas vamos com algumas “mini-reviews”

Operação Valquíria

Ruim! Fiquei o tempo todo olhando para o relógio! Bryan Singer e Tom Cruise escolheram um filme meia boa, com um roteiro meio fraco pra fazer um filme meio ruim!

slumdog_millionaire_filmeQuem Quer ser um Milionário?

Filmaço! Esse merecia o Oscar de longe! Danny Boyle fez um filme com drama, romance e comédia na dose certa. Totalmente “dinâmico” e penetrante (ui!) Slumdog é o filme do ano!

O Rei da Califórnia

Filme bastante agradável e simples. Não esperem roteiro elaborado ou atuações marcantes. Michael Douglas leva o filme todos na costa (ui! de novo).

425.pinkpanther.martin.steve.lc.020209A Pantera Cor de Rosa 2

Ri tanto quanto o primeiro! Vale a pena ir  depois de um dia estressante de trabalho. Steve Martin me faz rir!

 

Por enquanto é só! Até mais tarde…

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28 Dias

Pessoal, hoje o Davi estréia no Que Filme é Esse?
A resenha abaixo foi toda feita por ele.

Vai que é tua Davi…

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Vamos falar hoje do filme pra gente doida que nem eu, Donnie Darko, que traz no elenco o futuro cowboy homossexual Jake Gyllenhaal, além de Jena Malone, Mary MCDowell e Drew Barrymore.

O filme é muito diferente do que já se viu até hoje nos cinemas, a mistura de drama, suspense e um pouco de humor negro dão ao filme um toque meio problemático e perturbador (eu falei que era filme pra doido).

Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) é um jovem com muitos problemas e psicologicamente abalado. E fica mais ainda após receber a visita de um amigo imaginário representado por um coelho bizarro que aparentemente parece ser maligno, porém, este coelho diz pra ele que o mundo acabará em 28 dias (hã?!).

A trama começa a ficar mais intrigante quando uma turbina de avião cai sobre seu quarto enquanto ele não esta lá. O tom de alucinação faz com que o espectador fique meio perturbado com o andamento do filme (eu pelo menos fiquei).

Mas o filme tenta alfinetar o modo de vida americano, os elementos estão bem escondidos dentro do filme, é necessária muita atenção pra certos detalhes, tive que ver o filme pelo menos umas 3 vezes para entender certas coisas, além da trilha sonora que é espetacular.

Vale a pena conferir esse filme. Porém um aviso, o filme é do estilo ame ou odeie, não tem meio termo.

Pontos fortes:
– Trilha sonora ;
– Jogadas de câmeras muito boas;
– Uma porrada de coisas num filme só;

Pontos fracos :
– Precisa de muita atenção pra entender
– Precisa de muita atenção pra entender (de novo!)
– Coisas nerds durante o filme todo

Davi Fleury

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É isso pessoal, não esqueçam de votar na nossa enquete e que amanhã tem The Game, e o vencedor leva um brinde!!!

Abraços

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Afoga logo essa mulher!


– Antes de começar gostaria de agradecer à todas as (4) pessoas que mandaram recados e e-mail dando uma força para o Blog. Valeu mesmo! –

Bem, agora vamos ao que interessa, o bendito filme do dia. Bendito é até uma expressão meio dúbia para o título do filme. A Dama na Água. Entendeu por que bendito? Bendito… Água Benta… Dama na Água… enfim, valeu a tentativa…

Ontem a noite estava prestes a dormir e resolvi fazer um cooper de dedo, ou a famosa zapeada pelos canais, e quando o sono já tinha batido na porta e já tava até sentado no sofa, veio a chamada da HBO “a seguir, a Dama na Água”, como ainda não tinha visto o filme, resolvi fazer um esforço e assistir o (bendito) filme.
Vamos fazer um resumo do filme para depois falarmos (mal) dele.

O filme começa com uma introdução sobre uns seres (narfs) que vivem na água e se comunicam com os humanos, mas aí os humanos não querem mais saber deles, então sem os conselhos dos narfs, os humanos vivem em guerra (resumo do resumo).

Nos dias de hoje, uma narf (a tal dama na água) chamada Story (Bryce Dallas Howard, a cega de A Vila) aparece na piscina de um condomínio e muda a vida do zelador Cleveland (Paul Giamatti, de Sideways), que até então era um “simples” zelador.

O filme desenrola uma história absurda, e o mais absurdo é que todos no filme parecem aceitar que Story é um ser de outro mundo que tem uma missão na terra. O filme chega ao ponto onde uma das personagens diz “Eu quero ser criança novamente! Quero acreditar que isso pode acontecer” Ahhhhhh, então vá ver filme dos trapalhões…

Quem viu o Sexto Sentido (ainda existe alguém que não tenha visto?) vai se decepcionar com a direção de M. Night Shyamalan, que agora (também) ataca (novamente) de ator. Shyamalan já havia feito algumas participações em Sexto Sentido, A Vila, Corpo Fechado, mas nada que demorasse muito na tela. Agora ele é um dos personagens principal.

Pontos Fortes do Filme:
– Bryce Dallas Howard com pouca roupa;
– O filme tem menos de 2 horas;
– O cão-folhagem é bem feito;

Pontos Fracos do Filme:
– Paul Giamatti faz um gago que parece mudo, e não gago;
– História (muiiiiito) fraca;
– O filme acaba de uma hora para outra;
– Shyamalan (pensando que está) atuando;
– Muitos personagens são apresentados e pouco explorados;

Enfim, essa foi um “Que Filme é Esse?” A resposta? É aquele que dá vontade de afogar a mulher!

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